Lançado em São Paulo o Selo “Eu não compro votos”, para conscientizar a população e moralizar candidaturas nas eleições 2026

    Político que compra voto é um inimigo do povo, diz Francisco Whitaker durante evento híbrido no Sindicato do Jornalistas de São Paulo. Imagem coletiva via Zoom – Riselda Morais

     Riselda Morais – São Paulo – Nesta quinta-feira (16) foi lançado no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo o Selo “Eu não compro votos”, contra a venda e compra de votos nas eleições 2026. O selo é uma iniciativa da Campanha Nacional Por um Brasil sem Compra de Votos, liderada por Francisco Whitaker, uma das figuras mais proeminentes do ativismo social e político no Brasil.
   Francisco Whitaker afirmou que o político que compra voto é um inimigo do povo e defende a erradicação da prática ilegal de compra e venda de votos nas eleições e decisões legislativas. “A compra de votos leva a cassação do registro e do mandato do candidato. Cuidado com o que vocês estão fazendo, se não respeitarem poderão ser impedidos”, disse Chico Whitaker, “queremos que o político, além de ser candidato, seja ativista e fale para os outros candidatos que não devem comprar votos”, esclareceu.
    Os candidatos serão convidados a assumir o compromisso público de rejeitar práticas de corrupção eleitoral, assinar uma carta compromisso e colocar em sua campanha o Selo “Eu não compro votos”. O objetivo da campanha é combater o abuso de poder econômico, a desinformação e a captação ilícita de sufrágio, é erradicar a venda e a compra de votos.
   A campanha estará nas ruas a partir do momento em que houver o registro das candidaturas.
O candidato só poderá assinar a carta compromisso e usar o selo em seu material de divulgação e redes sociais, atestando sua adesão a práticas limpas depois que tiver o número da candidatura.
   A campanha conta com 14 estados envolvidos, 70 coletivos entre eles o Candeeiro e o Coletivo Paulo Freire, ativistas como Antônio Funari (Comissão Justiça e Paz/SP), Chico Whitaker (Universidade Mútua), Fred Ghedini (Movimento G-68, RedeD) e Luciano Santos (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), além de movimentos sociais e tem destaque nacional como ferramenta de fiscalização da sociedade civil para conscientizar a população e moralizar candidaturas.